Ria Livraria

Fabio Santiago: Quem me guia

Névoa pálida, insiste em descer feito cortina. Esconde o que pensava não haver mistério. Pianola tocada por ninguém, grita quimeras. A chaleira ferve. A poesia é quem me guia. Não estou interessado em muita coisa, meu caminho é enviesado, resido em bordas e sombras. Assim tento me livrar das jogadas e também das roubadas. O […]

Fabio Santiago: Não, não, não!

Febril, talvez esta seja a palavra que defina tudo. A biblioteca está movimentada hoje. Um rapaz, parece ter pressa, vestido com jaqueta cinza, carrega consigo um semblante sombrio. “Esse parece um lorde aí sentado…” É o que consigo ouvir, estranho, nada fiz para o moço. Não, não, não, lorde, não! Estou mais para fidalgo, cavaleiro […]

Fabio Santiago: Sombra andarilha

A cidade inundada pelo mar de sombras andarilhas, é pintura pintada. Flanam, rastejam pelo calçadão, brinco de me esconder no claro escuro, volto a ser criança. A minha sombra, alongada ao rés do chão, chama-se Asombra, demos de conversar nesta tarde, quando ela resolveu aparecer. Esta mancha que me acompanha, deitada no solo, compõe músicas […]

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